Estive numa sala com mais 3 grávidas, o única coisa que tínhamos em comum era que iríamos ser mães.
Entre gritos, CTGs, conversas paralelas e entradas e saídas de enfermeiros começou se a notar que eu era quem mais “visitas” tinha.
Eu só queria estar sozinha ou com o meu marido, eu só queria que os meus bebés estivessem bem, eu só queria que aquilo fosse um pesadelo.
Sentia me sozinha e com medo.
As enfermeiras sempre preocupadas pois segundo o CTG estava com contrações mas a mim não me doía nada, só o coração.
Por volta da meia noite o Carlos veio ver me, não conseguia estar em casa, sabia que precisava dele.
Foi essa a força que necessita e o pouco tempo que estivemos juntos foi o suficiente para fazermos um pacto – “de nunca desistir”.
Nessa noite não dormi só olhava para o CTG com a ilusão que conseguia controlar o desfecho daquele pesadelo.
Finalmente às 10h50 levaram me para a sala de partos.
Era agora…